Hoje foi um dia igual a tantos outros, mas algo me fez olhar para o espaço que me rodeia com novos olhos.
Vi um caminho que fiz tantas vezes como se fosse a primeira, senti uma sensação de despertar como se tivesse acordado de um sono profundo e abrisse pela primeira vez os olhos, depois de dias a dormir.
Pequenos gestos e momentos que tornaram um dia comum num verdadeiro nirvana mental.
Pequenos momentos que nos fazem pensar e repensar o que aprendemos, o que sabemos e o que queremos.
Foi um dia cheio, com conversas, pequenos acasos, e surpresas a cada esquina.
Sinto pela primeira vez, desde há muito tempo, a mente despida de preconceitos, livre e vazia para absorver com calma o que me rodeia.
Cheguei a conclusão que me conheço melhor agora do que quando me esforçava demasiado para me conhecer.
Aceitei defeitos que são imutáveis e aprendi a reagir com naturalidade ao que antes me era desconfortável.
Acordei de manhã com aquela sensação de dormência que já me é tão familiar, sem absorver o que realmente se passa e acontece há minha volta., mas voltei para casa com a sensação de espertina que tanta falta me fazia.
Parou o turbilhão de pensamentos que me inundava e nesta altura é o que mais falta me faz, há alturas na vida em que faz bem abrandar, aproveitar um pouco o ritmo lento, saborear os pequenos prazeres da vida sem preocupações para podermos depois voltar a carga.
Avizinha-se mais uns anos de luta e esforço e como costumam dizer há sempre a clama antes da tempestade.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Coincidências
As coincidências da vida levam-nos a acreditar no destino.
Tretas.
São só isso, coincidências, truques da mente que nos fazem
crer que temos um outro propósito, algo maior que nós, para lá da imaginação.
Um telefonema, um encontro, um evento. Todos estes nos fazem pensar que algo olha por nós, mas a verdade é que as coincidências da vida são apenas reflexos das nossas acções.
Um telefonema, um encontro, um evento. Todos estes nos fazem pensar que algo olha por nós, mas a verdade é que as coincidências da vida são apenas reflexos das nossas acções.
Quando aprendermos a vê-las, a relembrar o passado, a ligar
os pontos, vemos que as acções que as trazem podem ser de ontem ou de outrora.
Basta um simples gesto, um olá, uma mensagem, um convite. Por vezes demora meses até que a ligação se crie, as vezes anos, uma vida…
Basta um simples gesto, um olá, uma mensagem, um convite. Por vezes demora meses até que a ligação se crie, as vezes anos, uma vida…
Mas elas voltam, tornaram-se reacções e cabe-nos a nós reflectir
nos nossos actos e compreender as consequências, perceber o que as liga.
Tudo para que as coincidências não sejam mais que o reflexo do passado presente no futuro.
Tudo para que as coincidências não sejam mais que o reflexo do passado presente no futuro.
Tempo
Tic tac, Tic tac…
O ponteiro percorre o seu caminho,
Sem desvios, sem distracção.
Muda a hora, os minutos, os segundos,
Mas o seu propósito permanece o mesmo.
Sem desvios, sem distracção.
Muda a hora, os minutos, os segundos,
Mas o seu propósito permanece o mesmo.
Tic tac,
Tic tac…
A percepção muda em torno do ponteiro,
Ora mais depressa, ora mais devagar.
Mas ele continua fiel, seguro, determinado,
em manter o seu passo.
Ora mais depressa, ora mais devagar.
Mas ele continua fiel, seguro, determinado,
em manter o seu passo.
Tic tac, Tic tac…
Mudam os olhos, muda a realidade,
Só ele permanece o mesmo,
Palmilhando vagarosamente os traços no seu caminho.
Tic tac, Tic…
Só ele permanece o mesmo,
Palmilhando vagarosamente os traços no seu caminho.
Tic tac, Tic…
Ele para,
Mas não o tempo.
Esse flui, sem um piscar de olhos para o seu nobre companheiro que ficou pelo caminho.
Pois o tempo não vê, ele não sente, simplesmente passa.
Mas não o tempo.
Esse flui, sem um piscar de olhos para o seu nobre companheiro que ficou pelo caminho.
Pois o tempo não vê, ele não sente, simplesmente passa.
Mas para o ponteiro chegou o fim, o seu descanso. Chegou o final
de uma viagem inacabável.
Chegou o fim do seu tormento, da sua tortura, do seu propósito.
Chegou o fim do seu tormento, da sua tortura, do seu propósito.
Se ao menos parasse o tempo, só por uns instantes, em
homenagem do ponteiro, de quem caminhou uma vida com a certeza de que não havia
uma meta, só traços, um após o outro, sem nunca vislumbrar a fita branca no
final do caminho.
Mas de repente…
Tic tac, tic tac…
O ponteiro torna a andar, ressuscitado por mãos alheias, de volta ao caminho, a tortura de andar sem uma meta, sempre no mesmo trilho, sempre no mesmo passo…
Mas de repente…
Tic tac, tic tac…
O ponteiro torna a andar, ressuscitado por mãos alheias, de volta ao caminho, a tortura de andar sem uma meta, sempre no mesmo trilho, sempre no mesmo passo…
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Ela...
Ela olha para mim…
Oiço a sua voz sussurrar-me ao ouvido, calma, serena, como se de uma doce melodia se tratasse.
Embala-me, hipnotiza-me, tenta-me.
Vá, toma-me na tua mão, usa-me para escrever o que queres dizer, usa-me para materializar o que tens ai dentro.
Hesito…
Vá, pega-me, toca-me, afoga as tuas mágoas através de mim…
Relutante alcanço-a, os dedos tocam-lhe ao de leve e num instante a minha mão ganha vida própria.
Uma torrente de sentimento cai sobre o papel.
Inundo a página, as letras saem umas atrás das outras, as palavras formam-se e dentro de mim algo muda, a raiva, a dor, desejo, a loucura, flui com uma força que me esmurra, me tomba e leva na corrente e eu grito.
BASTA!!
Mas ela não para, onde antes me aliciava com a sua voz doce, agora grita, geme de prazer.
Sim… Mais… Não pares…
Oiço a sua voz sussurrar-me ao ouvido, calma, serena, como se de uma doce melodia se tratasse.
Embala-me, hipnotiza-me, tenta-me.
Vá, toma-me na tua mão, usa-me para escrever o que queres dizer, usa-me para materializar o que tens ai dentro.
Hesito…
Vá, pega-me, toca-me, afoga as tuas mágoas através de mim…
Relutante alcanço-a, os dedos tocam-lhe ao de leve e num instante a minha mão ganha vida própria.
Uma torrente de sentimento cai sobre o papel.
Inundo a página, as letras saem umas atrás das outras, as palavras formam-se e dentro de mim algo muda, a raiva, a dor, desejo, a loucura, flui com uma força que me esmurra, me tomba e leva na corrente e eu grito.
BASTA!!
Mas ela não para, onde antes me aliciava com a sua voz doce, agora grita, geme de prazer.
Sim… Mais… Não pares…
E eu rendo-me, baixo os braços, deixo-a sugar tudo o que
tenho cá dentro.
Passa o tempo, esgotam-se as forças e por fim termina, já não ouço a sua voz. O silêncio retorna, a calma… mas eu…
Eu fico de rastos… vazio…
Passa o tempo, esgotam-se as forças e por fim termina, já não ouço a sua voz. O silêncio retorna, a calma… mas eu…
Eu fico de rastos… vazio…
Tudo parece irreal, como se de um sonho se tratasse.
Mas não é. Sei-o bem, há minha frente vejo o resultado. As
páginas manchadas, o meu corpo esgotado, o meu peito vazio…
Sinto-me dormente, adormecido numa falsa paz…
Sinto-me dormente, adormecido numa falsa paz…
Falsa, porque eu sei que não dura, que não foi o fim, em
breve voltarei a cair nos seus encantos, na tentação, em breve voltarei a ouvir
a sua voz, a falsa promessa de um fim, de repouso, de paz.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Perdido
Não me quero perder.
Os hábitos, os vícios, aquilo que me faz ser.
O corpo, a mente, tudo o que eu sei que me dá prazer.
Não me quero perder outra vez.
O corpo, a mente, tudo o que eu sei que me dá prazer.
Não me quero perder outra vez.
Ser eu quando não estou só, ser forte quando era fraco.
Não me quero perder num sonho.
Quero o real, quero o meu imaginário, quero-o com todas as forças.
Não me quero perder num sonho.
Quero o real, quero o meu imaginário, quero-o com todas as forças.
Não me quero perder mais uma vez.
Quero rir, chorar, gritar pelo que é meu.
Quero o meu pedaço do sonho, a minha fatia do bolo, quero-o…
Não me quero perder nem mais uma vez.
Quero o meu pedaço do sonho, a minha fatia do bolo, quero-o…
Não me quero perder nem mais uma vez.
domingo, 8 de setembro de 2013
We are the ones.
We are a
different kind
Stronger, faster, smarter
Stronger, faster, smarter
.
We are a different breed.,
bolder, wiser, kinder.
We are a different breed.,
bolder, wiser, kinder.
We are the
ones that refuse to give up,
refuse to let go,
refuse to let life pass us by.
refuse to let go,
refuse to let life pass us by.
We are the
ones who will take over,
who will control,
who will shine brighter.
We are the ones who shout,
who risk,
who change.
We are the ones.
We are the ones in front,
on the edge,
who take the lead.
We are the ones.
We are the ones who sing,
who write,
who paint.
We are the only ones.
who will control,
who will shine brighter.
We are the ones who shout,
who risk,
who change.
We are the ones.
We are the ones in front,
on the edge,
who take the lead.
We are the ones.
We are the ones who sing,
who write,
who paint.
We are the only ones.
So when you’re
ready to die,
to lay down your arms,
to close your eyes.
to lay down your arms,
to close your eyes.
Let us through.
We are the
ones who will face,
death in the eye,
and say…
Take me now,
for I do not regret,
I didn’t miss,
I didn’t fear.
death in the eye,
and say…
Take me now,
for I do not regret,
I didn’t miss,
I didn’t fear.
Take me
now,
for I lived more than you can take.
We are the ones.
for I lived more than you can take.
We are the ones.
sábado, 24 de agosto de 2013
Tu...
O que fazer quando tudo é ilógico, quando o coração acelera e o peito aperta?
Como lidar com a mágoa, a angústia e ciúme?
Como pode algo funcionar tão bem separado e tão mal junto?
São estas as perguntas que me inundam o espírito, que me percorrem a alma. Devo acreditar no destino ou lutar contra ele?
Se ao menos a resposta viesse num livro, num manual, numa folha de papel dobrada em quatro.
Raios! Quero eu esquecer, mas não sou dono da memória, ela tem vontade própria, acorda-me de noite para me atormentar, rouba-me a calma de dia quando sonho acordado.
Quero gritar, quero esventrar o peito e tira-lo de lá para fora, esse ponto que me magoa, e aos poucos se vai instalando mais fundo.
Que faço? Ás armas e luto? Como? Porquê?
Algo assim não se força, acontece, é natural, aparece com pezinhos de lã e quando sai, sai de botas calçadas, pesadas, esmagando-nos debaixo da sola.
E o tempo? Não deveria ele prestar auxilio? Aumentar a distância?
Em vez disso, alimenta-o, torna-o mais forte. E eu cá ando, na minha ingénua caminhada para um rio de dor que me espera no final.
Ou não?
Deverei eu confiar na esperança? Ou, se é ela a ultima a morrer, vou eu antes dela?
Como pode algo funcionar tão bem separado e tão mal junto?
São estas as perguntas que me inundam o espírito, que me percorrem a alma. Devo acreditar no destino ou lutar contra ele?
Se ao menos a resposta viesse num livro, num manual, numa folha de papel dobrada em quatro.
Raios! Quero eu esquecer, mas não sou dono da memória, ela tem vontade própria, acorda-me de noite para me atormentar, rouba-me a calma de dia quando sonho acordado.
Quero gritar, quero esventrar o peito e tira-lo de lá para fora, esse ponto que me magoa, e aos poucos se vai instalando mais fundo.
Que faço? Ás armas e luto? Como? Porquê?
Algo assim não se força, acontece, é natural, aparece com pezinhos de lã e quando sai, sai de botas calçadas, pesadas, esmagando-nos debaixo da sola.
E o tempo? Não deveria ele prestar auxilio? Aumentar a distância?
Em vez disso, alimenta-o, torna-o mais forte. E eu cá ando, na minha ingénua caminhada para um rio de dor que me espera no final.
Ou não?
Deverei eu confiar na esperança? Ou, se é ela a ultima a morrer, vou eu antes dela?
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