Tic tac, Tic tac…
O ponteiro percorre o seu caminho,
Sem desvios, sem distracção.
Muda a hora, os minutos, os segundos,
Mas o seu propósito permanece o mesmo.
Sem desvios, sem distracção.
Muda a hora, os minutos, os segundos,
Mas o seu propósito permanece o mesmo.
Tic tac,
Tic tac…
A percepção muda em torno do ponteiro,
Ora mais depressa, ora mais devagar.
Mas ele continua fiel, seguro, determinado,
em manter o seu passo.
Ora mais depressa, ora mais devagar.
Mas ele continua fiel, seguro, determinado,
em manter o seu passo.
Tic tac, Tic tac…
Mudam os olhos, muda a realidade,
Só ele permanece o mesmo,
Palmilhando vagarosamente os traços no seu caminho.
Tic tac, Tic…
Só ele permanece o mesmo,
Palmilhando vagarosamente os traços no seu caminho.
Tic tac, Tic…
Ele para,
Mas não o tempo.
Esse flui, sem um piscar de olhos para o seu nobre companheiro que ficou pelo caminho.
Pois o tempo não vê, ele não sente, simplesmente passa.
Mas não o tempo.
Esse flui, sem um piscar de olhos para o seu nobre companheiro que ficou pelo caminho.
Pois o tempo não vê, ele não sente, simplesmente passa.
Mas para o ponteiro chegou o fim, o seu descanso. Chegou o final
de uma viagem inacabável.
Chegou o fim do seu tormento, da sua tortura, do seu propósito.
Chegou o fim do seu tormento, da sua tortura, do seu propósito.
Se ao menos parasse o tempo, só por uns instantes, em
homenagem do ponteiro, de quem caminhou uma vida com a certeza de que não havia
uma meta, só traços, um após o outro, sem nunca vislumbrar a fita branca no
final do caminho.
Mas de repente…
Tic tac, tic tac…
O ponteiro torna a andar, ressuscitado por mãos alheias, de volta ao caminho, a tortura de andar sem uma meta, sempre no mesmo trilho, sempre no mesmo passo…
Mas de repente…
Tic tac, tic tac…
O ponteiro torna a andar, ressuscitado por mãos alheias, de volta ao caminho, a tortura de andar sem uma meta, sempre no mesmo trilho, sempre no mesmo passo…
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