domingo, 13 de abril de 2014

O ultimo texto que te escrevo.

Desculpa…

Qual é o sentido da palavra? Sozinha é vazia, sozinha não tem força. Sozinha é frágil, oca, sem sentido.
A desculpa parte do que se esconde atrás das letras que a compõem. Do que nos vai na alma. Do que sentimos no momento.

Desculpa só não chega mas o que vai por detrás é algo imensurável. Só nós sabemos o que temos guardado, o que queremos carregar nesta palavra de oito letras.

Quero carregar esta palavra com todo o arrependimento que tenho guardado no peito. Quero carregar esta palavra com toda a sinceridade que me resta.
Quero carregar esta palavra com toda a bondade que tenho. Toda a bondade que quero, com todas as forças, acreditar que ainda tenho em mim.

Não sei porque se cruzaram os nossos caminhos, um mero acaso, ou algo que não podia ser de outra maneira. Sei que deixei uma parte de mim controlar o que fiz, uma parte negra, suja, envenenada pela minha própria ilusão de ser íntegro e sem culpa.

Nem sequer sei se o sentimento, a vontade, a natureza da minha alma é suficiente para carregar a palavra com força para compensar tudo o que fiz. Nem deve.

Mas é algo que me aflige, é algo que me corrói, não porque queira perdão mas sim porque me envergonho de ter vacilado aos meus próprios defeitos.

A vida não tem culpa, somos todos responsáveis pelas consequências dos nossos actos. Não tenho a quem atribuir culpas a não ser a mim mesmo.

Desculpa.

Desculpa por tudo o que fiz e tudo o que fiz acontecer. Desculpa pelos momentos de sufoco, pela traição escondida na mentira. Por ter espezinhado a bondade que me foi oferecida, por ter conspurcado todo o amor e carinho que me foi entregue.

A vida deu-me uma segunda oportunidade, e quero agarra-la com todas as forças. Quero agarra-la com todas as armas que me deste.

Ajudaste-me a crescer, a vencer o que de pior tinha guardado, e em vez de te agradecer, mais uma vez descartei toda a boa vontade como se de lixo se tratasse.

Desculpa.

E se leres este texto, e se de mim restar alguma coisa na memória, e se conseguir carregar tudo o que sinto em apenas duas palavras, sinceras, sem segundas intenções, nuas, cruas, vindas de algo que pensei já não existir em mim. Se de tudo o que aconteceu te permitires uma breve memória. Apenas duas palavras restam em mim.


Desculpa e obrigado.

domingo, 6 de abril de 2014

Pieces of an eternal struggle

In this life, what’s the meaning? Why do we get up in the morning? Why do we try?
I find myself isolated, alone in a dark room. Unable to see past the dim light that shines upon me.
Why does my heart ache? Why does sadness seduce me?

Gently it calls me. I see it everywhere, i see it constantly like a specter that you can only glimpse at. Walking in the background, teasing you, luring in you into its embrace until it can finally get your in it’s embrace.

My heart is soft, my soul is week. I try to block it, to fight it but to no avail.
My mind is weak, my feelings soft. I feel blind, trying to fight a battle that I didn't ask for.

What is my sadness?

I wonder but can’t comprehend. I look in every direction. But still i can only see the Specter.

Its weird, in a sense it looks like me.
It moves like me, it whispers like me, it smiles like me. Why is it so alien and at the same time so familiar?

I hear the screaming smile…

I know… I finally know.

Who you are. What you are. What you seek.

You are me. You are my thoughts . You want my soul.

Take a deep breath. Close my eyes. Embrace it.


Today it starts, it continues, it ends. The battle, the struggle, the despair.

You are my enemy. My enemy is me.