Hoje foi um dia igual a tantos outros, mas algo me fez olhar para o espaço que me rodeia com novos olhos.
Vi um caminho que fiz tantas vezes como se fosse a primeira, senti uma sensação de despertar como se tivesse acordado de um sono profundo e abrisse pela primeira vez os olhos, depois de dias a dormir.
Pequenos gestos e momentos que tornaram um dia comum num verdadeiro nirvana mental.
Pequenos momentos que nos fazem pensar e repensar o que aprendemos, o que sabemos e o que queremos.
Foi um dia cheio, com conversas, pequenos acasos, e surpresas a cada esquina.
Sinto pela primeira vez, desde há muito tempo, a mente despida de preconceitos, livre e vazia para absorver com calma o que me rodeia.
Cheguei a conclusão que me conheço melhor agora do que quando me esforçava demasiado para me conhecer.
Aceitei defeitos que são imutáveis e aprendi a reagir com naturalidade ao que antes me era desconfortável.
Acordei de manhã com aquela sensação de dormência que já me é tão familiar, sem absorver o que realmente se passa e acontece há minha volta., mas voltei para casa com a sensação de espertina que tanta falta me fazia.
Parou o turbilhão de pensamentos que me inundava e nesta altura é o que mais falta me faz, há alturas na vida em que faz bem abrandar, aproveitar um pouco o ritmo lento, saborear os pequenos prazeres da vida sem preocupações para podermos depois voltar a carga.
Avizinha-se mais uns anos de luta e esforço e como costumam dizer há sempre a clama antes da tempestade.
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