Há dias em que sinto uma vontade enorme de escrever, despejar o que me vai na alma, deitar ca para fora o que ficou guardado a sete chaves.
Hoje é um desses dias...
Passo a vida a guardar coisas, guardo o que me vai na alma, disfarço, engano-me a mim próprio.
Não é ofensa chamarem-me mentiroso, não me ofendo com aquilo que sou, minto com todos os dentes que tenho na boca, minto a mim próprio dia após dia.
Nunca sei quando vai rebentar, nunca sei quando um dia acordo e tudo o que tento guardar, sai, explode como se de um estrela no fim da vida se tratasse, nesta supernova de emoções que me deixa completamente desfeito.
Sai a ansia do peito, saem as magoas, as lagrimas, sai tudo como se de um foguete se tratasse, e deixa-me assim... Vazio...
Preciso de ajuda, não vossa, minha.
Preciso de resolver o que nunca resolvo, preciso encontrar o meu verdadeiro caminho, aquele que opto por não escolher nesta encruzilhada da vida.
Doi-me a cabeça, sinto um aperto no peito, escorrem-me lagrimas pelo rosto mesmo enquanto escrevo...
Espero um dia encontrar o que procuro... sei que não será amanhã, mas prometo a mim próprio que vou tentar aproveitar a viagem.
A minha vida é uma aventura, e passei-a toda a jogar na segunda pessoa...
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