sábado, 12 de novembro de 2011

Perdido em Praga.

Há muito que não passava por aqui, sei que as vezes quebro, me deixo apagar e me esqueço do que é importante…

Esta semana senti me completamente perdido, numa cidade fria, muito bela mas completamente fria, onde os sorrisos se evitam. E eu aqui no meio, sozinho, sem ninguém que me percebesse, sem me sentir ouvido e acabei por me perder.

Pus de lado tudo o que aprendi na vida e deixei-me levar em busca de companheirismo e do riso característico que encontro junto de quem gosto quando estou em casa e acabei por ir contra todos os meus princípios, cedi á pressão.

Ontem foi talvez um dos piores dias da minha vida, e ao mesmo tempo um dos melhores, senti que me desiludi e que desiludi os que me rodeiam e principalmente quem amo, mas também no final acabei por sentir que encontrei alguém que me consegue compreender, as vezes não há primeira, mas eu também sou culpado, afinal as vezes parece que falo em código.

Não é fácil admitir que queremos ajuda, um sorriso, um abraço, uma palavra.

No meu caso o que preciso é de diálogo, talvez porque cresci sem o ter estou hoje constantemente a procura desse diálogo, desse intelecto que me pode fascinar e ajudar a crescer. Bebo dele como um louco quando o encontro e acabo por me iludir que esse dialogo seja constante. Tenho que aprender a controlar esta minha necessidade, esta minha falta de vontade que me dá energia.

No fundo o que quero dizer é que a minha mente e o meu corpo são um só, e quando não cuido do corpo não cuido da mente e perco todas as minhas capacidades para poder aprender com estes devaneios…

Pronto aqui foi mais um desabafo, e espero que tenha feito sentido, a minha mente está um caos, a repousar e não sei se consigo explicar-me o melhor que posso.

Na vida não há desculpas, somos sempre responsáveis pelos nossos actos e acções, de que nos vale desculpar-nos a nós próprios se no final, no cerne da questão a decisão é sempre nossa.

Bom e despeço-me até a próxima mas deixo-vos com um bom exemplo de alguém que entende o poder da mente e a responsabilidade que é mante-la.

http://www.bostonglobe.com/lifestyle/health-wellness/2011/11/07/how-willpower-works/XlOvEG4FipvZ8vM8VUNBpK/story.html

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Um pedido de desculpa.

Antes de vos brindar com mais devaneios desta mente, queria pedir desculpa aos meu leitores (poucos mas bons) que me acompanham e vão deixando um ar da sua graça pelo blog, pela falta de tempo que tenho tido para partilhar convosco as coisas que me ocupam a mente nas horas vagas.

A todos vocês as minhas desculpas e um obrigado pelo apoio.

sábado, 24 de setembro de 2011

LOBO!

Todos nós nos lembramos da velha fabula do rapaz que gritava lobo...


Hoje sinto-me como o rapaz daquela historia, passei a minha vida a gritar lobo á procura de atenção, que agora que finalmente encontrei o lobo ninguém acredita.
Mas eu, ao contrario do nosso amigo desta fabula, tenho a oportunidade de aprender com os erros do passado.


Sei que as poucas pessoas que me conhecem sabem que encontrei o que procurava, as outras vão ter de esperar para ver o decorrer da minha aventura.
Há alguma magoa neste texto mas muito leve, isto porque sei que conhecer-me não é fácil, escondo-me muito, e por vezes consigo disfarçar o que não quero partilhar.

Isto é mais um desabafo do que um devaneio, mas precisava de o fazer.

Sorrio enquanto escrevo isto, pelo simples facto de que pela primeira vez na vida sinto que consigo ser sincero comigo próprio, e espero nunca mais deixar de o fazer.

Obrigado a todos por ao fim destes anos continuarem a preocuparem-se com a minha aventura, mas continuem a acompanha-la vai valer a pena.

Whatever you do never stop being yourself.

Deixo-vos o link para ficarem a conhecer um pouco mais da fabula que me acompanha hoje.



http://en.wikipedia.org/wiki/The_Boy_Who_Cried_Wolf

domingo, 18 de setembro de 2011

Receios.

Receios...
Quem não tem os seus receios? Tudo na vida numa altura ou outra nos deixa algo receosos, com medo das consequências de algo.
O receio é uma espada de dois gumes, e nunca sabemos que lado da espada vamos enfrentar.
Para mim o receio sempre me ajudou a pensar com clareza, mas há alturas na vida em que o receio se torna irracional, incapaz de nos ajudar com a situação que estamos a viver. É estranho como por vezes algo tão bom traz um receio irracional com ele, como se estivesse na natureza humana pensar que há coisas que são boas demais para ser verdade.

Hoje estou em paz... Estou em paz com o mundo e estou em paz comigo, não há melhor sensação na vida que largar estes receios irracionais e abraçar a certeza que nos aparece na vida.

Talvez para alguns de vocês isto não faça sentido, outros talvez o comecem a perceber, mas tenho a certeza que há alguém neste mundo que sabe exactamente o sentido deste meu devaneio.

O único conselho com que vos posso deixar hoje é que, se algum dia descobrirem algo que vos deixe tão receoso que mais parece que nem conseguem respirar, arrisquem... Arrisquem e talvez encontrem exactamente o que procuram.

E vá para não variar muito segue um link sobre o medo.

http://www.stress-and-relaxation.com/effect-of-fear.html